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Imposto consome 150 dias

O contribuinte brasileiro vai começar a trabalhar para ele mesmo a partir de hoje. Até ontem, tudo que ele ganhou foi para pagar impostos, taxas e contribuições para os governos federal, estadual e municipal. Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT, para arcar com toda a carga tributária, é necessário trabalhar em média cinco meses no ano. Em 2012, foi necessário trabalhar quatro meses e 29 dias, um dia a mais do que no ano passado. É o dobro do que se trabalhava na década de 70, quando os rendimentos equivalentes a 76 dias eram suficientes para cobrir os gastos com impostos. Agora são necessários 150 dias de trabalho. O volume de dias trabalhados pelo brasileiro só para pagar impostos é superior ao de países como México (95 dias), Chile (97 dias), Argentina (101 dias), Estados Unidos (102 dias) e Espanha (137 dias). Só perde para Suécia, onde são necessários trabalhar 185 para pagar impostos. A tributação incidente sobre os rendimentos é formada principalmente pelo Imposto de Renda Pessoa Física, pela contribuição previdenciária (INSS, previdências oficiais) e pelas contribuições sindicais. Além disso, o cidadão paga a tributação sobre o consumo - já inclusa no preço dos produtos e serviços (Pis/Cofins, ICMS, IPI, ISS, etc). Tem também a tributação sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI, ITR). O brasileiro ainda arca ainda com outras tributações como taxas (limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos) e contribuições (iluminação pública). A cada ano, o percentual do salário que vai para pagar tributos é maior. Em 2003, o brasileiro teve que destinar 36,98%. Em 2004 comprometeu 37,81%, em 2005 destinou 38,35%, em 2006 destinou 39,72%, em 2007 subiu para 40,01%. Já no ano passado, o contribuinte comprometeu 40,82% do seu rendimento bruto e, neste ano, destinará 40,98%. Governo arrecada cerca de R$ 2,8 milhões por minuto Até ontem, os brasileiros pagaram R$ 2,81 milhões em impostos por minuto. De 1º de janeiro até 29 de maio, foram cerca de R$ 607 bilhões, segundo o Impostômetro, ferramenta criada pela Associação Comercial de São Paulo e pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT para medir a arrecadação em tempo real. Esse montante é suficiente para comprar 17,34 milhões de casas populares, ou 22,48 milhões de carros populares ou ainda fornecer cesta básica para toda a população do país durante dez meses. Na última sexta-feira, como forma de protesto, bares, restaurantes e postos de combustível de 18 capitais do país participaram do Dia da Liberdade de Impostos, vendendo produtos e serviços sem os tributos incidentes.

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